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A tanchagem como marcador ecológico humano.
A tanchagem (Plantago spp.) é uma das plantas mais relevantes nos estudos paleoecológicos e arqueobotânicos, pois indica frequentemente a presença e actividade humana. Trata-se de uma planta sinantrópica, ou seja, uma espécie que prospera em ambientes alterados ou habitados por pessoas — caminhos, pastagens, campos cultivados e zonas próximas de povoamentos. A tanchagem tende a desenvolver-se em solos revolvidos, pisados ou enriquecidos com matéria orgânica, condições comuns em locais de agricultura e pastoreio. Por essa razão, a presença de pólen ou de sementes de Plantago em sedimentos arqueológicos é considerada um indicador fiável de actividade humana. Assim, esta planta funciona como um marcador ecológico da expansão agrícola e do impacto antrópico sobre as paisagens naturais durante o Neolítico. O contexto na Península IbéricaNa Península Ibérica, o Neolítico iniciou-se por volta de 5500–5000 a.C., primeiro nas regiões do Levante e Andaluzia, e posteriormente estendeu-se ao interior e ao norte. É precisamente a partir deste período que o pólen de Plantago começa a surgir com maior frequência nos registos sedimentares, coincidindo com o aumento de cereais cultivados e de plantas associadas a práticas agro-pastoris. De forma consistente, o aparecimento de Plantago nos diagramas polínicos está associado a:
Espécies mais relevantes
Importância arqueológica e ecológica A tanchagem é uma ferramenta fundamental na reconstrução das paisagens pré-históricas. Através da análise do seu pólen e das suas sementes é possível:
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Dezembro 2025
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