ALDEIA DO VALE - PERMACULTURE PORTUGAL
  • Formações
    • Permaculture Design Certificate Course
    • Curso Certificado Design em Permacultura em Português >
      • ABRIL - Curso Design em Permacultura
      • JUNHO - Curso Certificado Design em permacultura
      • SETEMBRO - Curso Certificado Design em Permacultura
      • FINS DE SEMANA - Curso Certificado Design em Permacultura
    • Curso Apicultura
    • Horta em Permacultura
    • Cultivo Caseiro Cogumelos
    • Eco Construção
    • Viveiro plantas e sementes
    • Agroflorestas e Bosques de Alimentos
    • Permacultura para Herbalistas ​Design funcional, plantas medicinais e destilação artesanal
    • RegenerARTE - Arte & Ecologia
    • Banho de Floresta
    • Percussão Africana em Grupo - Oficina Círculo de Djembé - Sintra
  • Quem somos
  • Permaculture Tips - Dicas em Permacultura
  • Visita ao projecto
    • Team Building - Empresas
    • Dia Aberto - Open day
    • Voluntariado na aldeia
  • Presentes Sustentáveis e Regenerativos
  • Support Aldeia do Vale - Ajuda-nos
  • Sementes - Seeds
  • Contactos e serviços
  • Aldeia do Vale pela internet

A Lenda da Erva-das-Sete-Sombras

11/12/2025

0 Comentários

 
Fotografia
Planta: Erva-das-sete-sombras (nome popular dado a uma espécie de artemísia ou planta aromática silvestre da serra)
Região: Serra de Sintra
Ligação: Bruxaria, feitiçaria antiga, proteção e metamorfose

Dizem os velhos da serra que existe uma planta que só nasce em lugares onde sete sombras se cruzam.
Não são sombras de árvores nem de pedras — são sombras de seres que viveram antes de nós, espíritos antigos da montanha, que protegem e assustam conforme a intenção de quem os procura.
Por isso lhe chamam erva-das-sete-sombras.
Cresce em tufos pequenos, de folhas cinzentas e cheiro intenso. À primeira vista parece vulgar, como tantas ervas aromáticas da serra, mas quem a conhece sabe: nunca se deve arrancá-la sem pedir licença.
Quem o faz, conta a lenda, acaba por ouvir vozes atrás de si até ao fim dos dias.
Antigamente, quando a Lua cheia se escondia detrás da névoa de Sintra, as bruxas da serra reuniam-se perto de antigas pedras de culto, algures entre a Peninha e a Azóia. Vinham silenciosas, com mantos escuros, trazendo consigo ramos da erva-das-sete-sombras.
Com ela preparavam infusões para ver o que os olhos humanos não alcançam:
— caminhos escondidos,
— intenções alheias,
— presságios,
— e até espíritos que caminhavam entre este mundo e o outro.
Mas o seu uso mais temido era outro.
Contavam que a erva-das-sete-sombras permitia tornar alguém invisível às vistas humanas, ainda que não aos espíritos.
Quem a esfregasse na fronte, misturada com resina de pinheiro bravo, podia atravessar aldeias sem ser visto. Mas o preço era alto:
uma parte da própria sombra ficava para sempre presa à serra.
Certa vez, uma rapariga de Colares, curiosa das artes antigas, quis aprender o segredo. Uma velha curandeira levou-a à mata e mostrou-lhe a erva.
— “Cresce onde o sol nunca vence”, disse.
E apontou para um lugar onde sete sombras, vindas de pedras, troncos e saliências, se cruzavam como dedos escuros a tocar o chão.
A rapariga, impaciente, colheu a planta sem pedir permissão.
A velha empalideceu.
Naquela noite, quando regressava a casa pela estrada da Pena, a lua cheia surgiu por trás das nuvens — e a rapariga viu sete sombras caminhar ao seu lado.
Sete.
Não seis.
Não oito.
Sete.
Sombras finas, alongadas, sem rosto.
Seguiam-na em silêncio, imitando os passos dela, como se a tivessem adotado.
A rapariga correu. Correu até casa e fechou portas e janelas. Mas as sombras, dizem, ficaram com ela. Nunca a tocaram, nunca lhe fizeram mal, mas iam onde ela ia. Passaram noites junto à sua cama, sentadas na parede, à espera.
E assim viveu muitos anos, acompanhada por aquelas presenças invisíveis, que só ela e alguns sensíveis da serra conseguiam ver.
Alguns acreditavam que foram guardiões enviados para protegê-la; outros diziam que eram sombras reclamando o que lhes tinha sido tomado sem permissão.
Ainda hoje, os habitantes antigos avisam:
“Na Serra de Sintra, há ervas que curam, ervas que encantam e ervas que chamam quem está no escuro.”
A erva-das-sete-sombras é uma delas.
Arranca-a sem respeito… e talvez tragas alguém contigo para casa.

Fontes e referências culturais
Embora a planta “erva-das-sete-sombras” seja um nome popular variável, a lenda apoia-se em:
  • Manuel J. Gandra – Sintra Secreta (registos sobre plantas mágicas da serra)
  • Recolhas orais da região da Azóia, Colares e Peninha
  • Tradições descritas por etnógrafos sintrenses (Associação de Defesa do Património de Sintra)
  • Conexões com práticas reais de feitiçaria do séc. XVIII–XIX na região

Que planta é a erva das sete sombras?

Artemisia vulgaris — a opção mais provável
A Artemisia vulgaris é, segundo a tradição popular e os registos etnográficos, a planta mais associada à bruxaria e aos rituais mágicos em Portugal.
Porquê?
  • Era amplamente utilizada por curandeiras e benzedeiras da Estremadura, incluindo a região de Sintra.
  • Considerada uma planta purificadora e protetora, usada para afastar influências negativas.
  • Tinha fama de ser mágica desde tempos pré-cristãos, ligada a cultos antigos da natureza.
  • Cresce naturalmente em locais sombrios, pedregosos e húmidos, como as encostas da Serra de Sintra.
  • Surge com frequência em registos etnográficos relacionados com práticas espirituais e medicinais da região.
Fontes:– José Leite de Vasconcelos, Etnografia Portuguesa (referências à artemísia e usos mágicos)
– Michel Giacometti, Arquivo Sonoro (registos de cura e proteção)
– Manuel J. Gandra, Sintra Secreta (plantas mágicas da Serra de Sintra)

Ruta graveolens — a arruda
Em várias aldeias da zona de Sintra, a arruda era conhecida como “erva das sombras”.
Porquê?
  • Era utilizada para afastar maus espíritos e energias negativas.
  • Tinha um papel importante em práticas de magia negra e branca, dependendo da intenção.
  • As bruxas da região da Peninha recorriam à arruda nas defumações e rituais de proteção.
  • Por ser extremamente aromática, acreditava-se que funcionava como planta de alerta espiritual, indicando presenças invisíveis.
Fontes:– Jorge Dias, O Mundo das Feiticeiras
– Recolhas orais da Azóia e Colares

Mentha suaveolens ou Mentha spicata — hortelã-da-serra
​
Alguns informantes referiam-se às hortelãs que crescem em zonas húmidas e sombrias da serra como “sete sombras”.
Porquê?
  • Surgem frequentemente em lugares onde “sete sombras se cruzam” — expressão simbólica usada pelos pastores e curandeiras.
  • Utilizadas em poções e infusões para visão interior, clarividência e aumento da intuição.
  • A hortelã estava ligada às mouras encantadas; dizia-se que o seu aroma suave anunciava a presença delas.
Fontes:– Tradição oral das zonas de Galamares e Colares
– Estudos de etnobotânica sintrense (Museu de Sintra)
0 Comentários

Sabugueiro - Elderberry (Sambucus nigra)

22/4/2025

1 Comentário

 
English below

O sabugueiro é um arbusto ou pequena árvore caducifólia, muito comum em zonas rurais e de clima temperado. É uma planta com forte tradição na medicina popular, riquíssima em benefícios, e com grande potencial em sistemas agroecológicos e de permacultura.

Ciclo e Características Gerais
  • Tipo de planta: Arbusto ou árvore de folha caduca.
  • Altura: Pode atingir entre 4 a 7 metros de altura.
  • Crescimento: Rápido, especialmente em solos húmidos e ricos em matéria orgânica.
  • Longevidade: Pode viver várias décadas quando bem estabelecido.

Floração e Frutificação (Portugal)
  • Floração: Entre Maio e Junho, com inflorescências em forma de umbela, brancas e muito aromáticas.
  • Frutificação: Os frutos amadurecem entre Agosto e Setembro, formando cachos de pequenas bagas negras ou roxo-escuras.

Cultivo do Sabugueiro
  • Propagação: Por estacaria (ramos lenhosos no Inverno) ou por semente (embora mais demorada).
  • Solo: Prefere solos profundos, húmidos e bem drenados.
  • Exposição solar: Sol ou meia-sombra.
  • Manutenção: Pouca exigência. Convém fazer podas ligeiras para estimular a floração e facilitar a colheita dos frutos.

Usos Tradicionais e Funcionais1. Medicinais
  • As flores são utilizadas em infusões com propriedades sudoríficas, anti-inflamatórias e expectorantes, indicadas para gripes, constipações, febres e alergias.
  • As bagas (quando bem maduras e cozinhadas) têm propriedades antioxidantes e antivirais.
  • A casca e folhas têm usos medicinais mas devem ser usadas com cuidado, pois contêm compostos potencialmente tóxicos se mal preparados.
2. Alimentares
  • As flores são usadas para fazer xaropes, vinagres aromatizados, limonadas e sobremesas.
  • As bagas podem ser usadas em compotas, xaropes, vinhos e licores (devem ser sempre cozinhadas, nunca consumidas cruas).
3. Ecológicos e agrícolas
  • Atrai polinizadores e aves.
  • Pode ser usado como cerca viva ou como barreira de vento em sistemas agroflorestais.
  • Produz sombra leve, útil para culturas que beneficiam de meia-sombra no Verão.
  • Pode ser integrado em bordaduras de zonas húmidas, junto a linhas de água, valas ou charcos.

Funções na Permacultura
  • Planta companheira: A sua presença pode aumentar a biodiversidade e atrair fauna auxiliar, como predadores naturais de pragas.
  • Cobertura arbustiva: Útil para estratificação vertical num sistema agroflorestal (camada arbustiva entre ervas e árvores).
  • Ciclo fechado: As podas podem ser compostadas, as flores e frutos aproveitados, e as folhas utilizadas como cobertura morta.
  • Produção múltipla: Alimentar, medicinal, polinizadora e paisagística — uma verdadeira planta polivalente.

Cuidados Importantes
  • As partes verdes da planta (folhas, casca, sementes cruas) contêm glicosídeos cianogénicos, que podem ser tóxicos em grandes quantidades. As flores e bagas maduras, cozinhadas, são seguras e benéficas.

________________________________________________________________________________________
English

The elderberry is a deciduous shrub or small tree, very common in rural and temperate regions. It has a long tradition in folk medicine, is rich in health benefits, and has great potential in agroecological and permaculture systems.

Life Cycle and General Characteristics
  • Plant type: Deciduous shrub or small tree.
  • Height: Typically grows between 4 to 7 metres.
  • Growth rate: Fast, especially in moist, nutrient-rich soils.
  • Longevity: Can live for several decades when well established.

Flowering and Fruiting (Portugal and similar climates)
  • Flowering: Occurs between May and June, with large, aromatic white umbel-shaped inflorescences.
  • Fruiting: The berries ripen between August and September, forming clusters of small dark purple or black fruits.

How to Cultivate Elderberry
  • Propagation: By hardwood cuttings in winter (most effective) or from seed (slower).
  • Soil: Prefers deep, moist, well-drained soils.
  • Sun exposure: Thrives in full sun or partial shade.
  • Maintenance: Low. Light pruning is useful to encourage flowering and facilitate fruit harvesting.

Traditional and Functional Uses1. Medicinal
  • Flowers are used in teas with sweat-inducing, anti-inflammatory, and expectorant properties — ideal for colds, flu, fever, and allergies.
  • Berries (when fully ripe and cooked) are rich in antioxidants and antiviral compounds.
  • Leaves and bark have medicinal applications but must be used cautiously, as they can be toxic if improperly prepared.
2. Culinary
  • Flowers are used to make syrups, flavoured vinegars, lemonades, and desserts.
  • Berries can be used in jams, syrups, wines, and liqueurs (always cooked — never eaten raw).
3. Ecological and agricultural
  • Attracts pollinators and birds.
  • Can be used as a living fence or windbreak in agroforestry systems.
  • Provides light shade, beneficial for understory crops in summer.
  • Ideal for planting on the edges of wetlands, near ditches, ponds, or streams.

Functions in Permaculture
  • Companion plant: Enhances biodiversity and attracts beneficial fauna, such as natural predators of pests.
  • Shrub layer coverage: Fills the shrub layer in forest garden systems (between herbs and trees).
  • Closed-loop use: Prunings can be composted, flowers and fruits harvested, and leaves used as mulch.
  • Multiple yields: Food, medicine, pollination, and landscape — a truly multifunctional plant.

Important Cautions
  • Green parts of the plant (leaves, bark, raw seeds) contain cyanogenic glycosides, which can be toxic in high amounts.
  • Fully ripe, cooked berries and flowers are safe and highly beneficial.
Fotografia
Fotografia
Fotografia
1 Comentário

Bardana  - Burdock (Arctium lappa)

22/4/2025

0 Comentários

 
Fotografia
Fotografia
English Below 

A bardana é uma planta bianual, com diversos usos medicinais, alimentares e ecológicos. Em sistemas de permacultura, destaca-se pela sua raiz profunda, folhas largas e grande valor funcional.

Ciclo de Vida da Bardana (em Portugal)Primeiro Ano
  • Primavera: Germina e desenvolve uma roseta de folhas junto ao solo.
  • Verão – Outono: Acumula energia na raiz pivotante.
  • Inverno: A parte aérea seca, mas a raiz permanece viva no solo.
Segundo Ano
  • Primavera: Rebrota e emite um caule floral.
  • Verão: Floresce (flores roxas muito atractivas para polinizadores).
  • Final do Verão – Início do Outono: Produz sementes e completa o ciclo, morrendo de seguida.

Colheita da Raiz
  • A raiz deve ser colhida no Outono do primeiro ano, antes da floração.
  • Alternativamente, pode ser colhida no início da Primavera do segundo ano, se o solo estiver em boas condições.
  • Após a floração, a raiz torna-se fibrosa e perde qualidade.

Como Cultivar Bardana
  • Sementeira directa: De Março a Maio.
  • Solo: Fértil, profundo e bem solto.
  • Exposição solar: Prefere sol pleno, mas tolera meia-sombra.
  • Espaçamento: 30 a 50 cm entre plantas.
  • Rega: Regular, sem encharcar.

Usos e Benefícios da BardanaMedicinais
  • A raiz é depurativa, diurética e anti-inflamatória.
  • Indicada para desintoxicação do organismo, apoio hepático e tratamento de doenças de pele.
  • Pode ser utilizada em infusões, decocções e cataplasmas.
Alimentares
  • A raiz jovem é comestível e rica em fibras, podendo ser cozinhada como legume.
  • As folhas jovens também são comestíveis após cozedura, embora tenham sabor amargo.

Funções na Permacultura
  • Raiz pivotante: A bardana penetra até aos horizontes mais profundos do solo, promovendo a sua descompactação natural e mobilizando nutrientes inacessíveis às plantas de raiz superficial.
  • Cobertura viva do solo: As folhas largas sombreiam o solo, reduzindo evaporação e inibindo plantas espontâneas indesejadas.
  • Atracção de polinizadores: As flores são muito visitadas por abelhas e outros insectos úteis.
  • Produção de biomassa: Fornece matéria orgânica para compostagem ou cobertura morta.
  • Indicadora ecológica: Surge naturalmente em solos húmidos e férteis.

Uso alternativo curioso: As folhas grandes e macias da bardana podem ser utilizadas como papel higiénico natural em contextos de campo ou acampamento. São suaves, resistentes.


________________________________________________________________________________________
English 

​Burdock is a biennial plant with various medicinal, culinary, and ecological uses. In permaculture systems, it is valued for its deep taproot, broad leaves, and multiple functional roles.

Life Cycle of Burdock (in Portugal/temperate climates)First Year
  • Spring: Seeds germinate and the plant forms a rosette of large leaves close to the ground.
  • Summer – Autumn: Energy is stored in the taproot.
  • Winter: The aerial part dies back, but the root remains alive underground.
Second Year
  • Spring: The plant resprouts and sends up a tall flowering stalk.
  • Summer: It blooms with purple flowers (highly attractive to pollinators).
  • Late Summer – Early Autumn: It produces seeds and dies after reproduction.

Harvesting the Root
  • The best time to harvest the root is in autumn of the first year, before the plant flowers.
  • Alternatively, it can be harvested in early spring of the second year, as long as soil conditions are suitable.
  • After flowering, the root becomes fibrous and loses its culinary and medicinal value.

How to Grow Burdock
  • Direct sowing: From March to May.
  • Soil: Fertile, deep, and well-loosened.
  • Sun exposure: Prefers full sun, but tolerates partial shade.
  • Spacing: 30 to 50 cm between plants.
  • Watering: Regular, but avoid waterlogging.

Uses and Benefits of BurdockMedicinal
  • The root is known for being depurative, diuretic, and anti-inflammatory.
  • It supports detoxification, liver function, and skin conditions (e.g., acne, eczema).
  • It can be used in teas, decoctions, or poultices.
Culinary
  • The young root is edible, rich in fibre, and can be cooked as a root vegetable.
  • Young leaves are also edible when cooked, though they are somewhat bitter.

Functions in Permaculture
  • Taproot: Burdock develops a strong taproot that penetrates deep into the lower soil horizons, helping to break up compacted soil and mobilise nutrients that are otherwise unavailable to shallow-rooted plants.
  • Living ground cover: Its large leaves shade the soil, helping to retain moisture and suppress unwanted spontaneous vegetation.
  • Pollinator attraction: Its flowers draw in bees and beneficial insects.
  • Biomass production: Offers ample green matter for mulch or compost.
  • Ecological indicator: Often grows in moist, fertile soils and disturbed areas.

Alternative use (Field Hygiene)Burdock's large, soft leaves are excellent as natural toilet paper in outdoor or wilderness settings. They are gentle, durable, and biodegradable.


​
0 Comentários

    Categorias

    Tudo
    Plantas
    Solo - Soil

    Arquivos

    Dezembro 2025
    Outubro 2025
    Abril 2025


Esperamos pela tua visita em breve 


Horário 

9h às 17h 

Contacto telefónico

+351963500112

Email

[email protected]
  • Formações
    • Permaculture Design Certificate Course
    • Curso Certificado Design em Permacultura em Português >
      • ABRIL - Curso Design em Permacultura
      • JUNHO - Curso Certificado Design em permacultura
      • SETEMBRO - Curso Certificado Design em Permacultura
      • FINS DE SEMANA - Curso Certificado Design em Permacultura
    • Curso Apicultura
    • Horta em Permacultura
    • Cultivo Caseiro Cogumelos
    • Eco Construção
    • Viveiro plantas e sementes
    • Agroflorestas e Bosques de Alimentos
    • Permacultura para Herbalistas ​Design funcional, plantas medicinais e destilação artesanal
    • RegenerARTE - Arte & Ecologia
    • Banho de Floresta
    • Percussão Africana em Grupo - Oficina Círculo de Djembé - Sintra
  • Quem somos
  • Permaculture Tips - Dicas em Permacultura
  • Visita ao projecto
    • Team Building - Empresas
    • Dia Aberto - Open day
    • Voluntariado na aldeia
  • Presentes Sustentáveis e Regenerativos
  • Support Aldeia do Vale - Ajuda-nos
  • Sementes - Seeds
  • Contactos e serviços
  • Aldeia do Vale pela internet